PIAUÍ

Após 4 meses dos primeiros registros de Covid-19 no PI, seis cidades não têm casos
Veja as estratégias adotadas por duas das cidades sem registros da infecção para prevenir a contaminação



Quatro meses após os primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus registrados no Piauí, seis municípios do interior do estado permanecem sem registros. O G1 procurou essas cidades para saber quais as estratégias adotadas para conseguirem ficar livres da doença que já afetou 97,32% do território piauiense.

 
De acordo com a informação dos gestores municipais, as cidades de Arraial, Canavieira, Cristalândia do Piauí, Jardim do Mulato, João Costa e Riacho Frio têm uma coisa em comum: logo no início da pandemia, a população compreendeu os riscos e adotou as orientações preventivas das autoridades de saúde.

Segundo o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), divulgado na noite dessa sexta-feira (24), o estado já registrou 45.389 casos confirmados e chegou a 1.228 óbitos.

Dos 224 municípios piauienses, 218 já foram atingidos pela pandemia e 118 já registraram mortes pela doença.
 
 
Veja abaixo as estratégias adotadas por duas das cidades sem registros da infecção para prevenir a contaminação:

 
Cristalândia do Piauí 



A cidade fica a 900 km de Teresina, no extremo sul do estado, e tem 8.294 habitantes, conforme dado do IBGE. De acordo com a prefeitura, foram realizados 120 testes e todos deram negativo, exceto os de um casal de Brasília que chegou ao município para passar férias com familiares.

A administração municipal disse ao G1 que a medida mais efetiva tem sido respeitar os decretos de distanciamento social e que a população tem contribuído muito para isso. Além disso, o município realiza barreiras sanitárias 24 horas por dia, desde março.
 
 
Riacho Frio 
 

O município a 865 km da capital tem 4.312 habitantes, segundo IBGE. Conforme a prefeitura, até o momento, 180 testes foram feitos. A secretária de saúde, Cenismar Oliveira Mascarenhas, disse ao G1 que o fato do município ser afastado é um dos fatores para que ele ainda não tenha tido casos.
 
 
"Temos tomados medidas satisfatórias, uso obrigatório de máscaras, quantidade limitada de pessoas nos comércios, bem como adoção de pias nas áreas externas para higienização das mãos nesses locais e a higienização das ruas", afirmou a secretária.
 
 
As barreiras sanitárias nas entradas e saídas da cidade permanecem 24 horas por dia durante os últimos 4 meses, monitorando pessoas que vêm de outras cidades e estados e estabelecendo 14 dias de quarentena para quem entra na cidade.
 
 
Segundo Cenismar Oliveira Mascarenhas, a Polícia Militar tem colaborado bastante para coibir movimentações e aglomerações. "E, claro, nossa população está colaborando com as medidas", disse.
 
 
Os testes foram aplicados em comerciantes, pessoas que trabalham em lotéricas e salões de beleza. "No interior, em todas as localidades, foram feitas as testagens. Nosso critério de testagem foi testar pessoas que lidam com muitas pessoas no dia a dia", informou a secretária.
 
 
Servidores, pessoas dos grupos de risco, idosos, hipertensos e diabéticos também foram testados. A cidade não teve mais casos suspeitos e agora o teste só é feito após avaliação médica.
 
 
Decretos determinam distanciamento socialPara evitar a contaminação pelo vírus, o isolamento social e medidas emergenciais foram determinadas por meio de decretos do governo do estado e das prefeituras, como na capital piauiense, para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas. Aulas em escolas e universidades, a maioria das atividades comerciais, esportivas e de serviços em geral estão suspensas por tempo indeterminado.
 
 
Serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis e supermercados continuam mantidos mas estão regulamentados. O atendimento em clínicas, hospitais e laboratórios, assim como o funcionamento de escritórios de advocacia e contábeis também foram liberados mediante cumprimento de regras.
 
 
O uso de máscaras em locais públicos tornou-se obrigatório em todo o estado. Policiais fazem abordagens nas fronteiras do estado a ônibus e veículos particulares. Os decretos preveem que quem descumprir as regras pode ser penalizado com multa ou até prisão.
 





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